Se você chegou aqui perguntando “o monday.com é gratuito?“, a resposta curta é sim — existe um plano grátis para sempre. A resposta útil é que ele foi feito para uma ou duas pessoas, não para uma empresa, e a pergunta que decide de verdade é outra: quanto custa manter a sua operação em planilha solta e e-mail perdido enquanto você não decide.
Neste texto eu mostro o que cabe no plano grátis, quanto custam os pagos em Real, como funciona a regra de assentos que quase ninguém considera antes de fechar, e quando o grátis já basta. Declaro o interesse: a Audatia é parceira do monday.com em consultoria, treinamento e sustentação — eu ganho quando você implanta bem, não quando você assina. A licença de monday você contrata direto com o fabricante, e sempre que houver um link de teste neste texto, ele é de parceiro.
Criar uma conta e abrir o teste gratuito do monday.com leva um minuto e ajuda a acompanhar a análise a seguir com a tela na frente.
monday.com é gratuito? O que o plano grátis entrega
Existe uma versão gratuita, e ela é generosa para o uso a que se destina: profissional autônomo, freelancer, estudante, organização pessoal. Para uma empresa — mesmo uma equipe de três pessoas — ela vira limitador antes de virar facilitador, e o motivo cabe numa linha: o teto de dois usuários.
| Limite do plano Grátis | Quanto |
|---|---|
| Usuários (assentos) | 2 na conta inteira |
| Quadros | 3 na conta inteira |
| Itens | 200, com +100 por indicação bem-sucedida |
| Tipos de coluna | Só os básicos — sem Fórmula, Controle de Tempo, Progresso nem Arquivo |
| Automações e integrações | Não disponíveis |
| Convidados e visualizadores | Não disponíveis |
| Dashboards | Cada painel lê apenas 1 quadro |
| Documentos (workdocs) | Disponíveis para notas e colaboração |
A leitura prática dessa tabela é que o plano grátis é um teste individual, não uma operação de equipe — e são dois limites, não o preço, que decidem isso. O primeiro é o teto de dois usuários: não há um terceiro assento a nenhum custo. O segundo é a ausência de automação, que importa mais do que parece: sem ela, manter o quadro atualizado vira trabalho manual, que é exatamente o atrito que a ferramenta deveria eliminar. Gerir um negócio ativo aqui é como administrar uma empresa num caderno — funciona até a segunda pessoa precisar escrever ao mesmo tempo.
Dois pontos que confundem quem pesquisa. Primeiro: existe um caminho gratuito diferente do plano gratuito. Ao criar a conta, você entra num teste de 14 dias do plano Profissional, sem cartão — e não há teste dos outros planos. Terminado o período, a conta fica inativa se não houver contratação. Segundo: o plano grátis existe apenas no produto principal de gestão de trabalho. monday CRM, monday service e monday dev não têm plano gratuito, só o teste de 14 dias, e o monday service começa no plano Padrão, sem Básico.
Como funciona a precificação: assentos em bloco
Antes dos números, a regra que muda a conta e quase ninguém considera: o monday.com vende assento em bloco, não por cabeça. A documentação registra que os planos pagos começam num mínimo de três assentos e sobem em múltiplos de cinco. Uma equipe de quatro pessoas paga por cinco; uma de seis paga por dez; uma de onze paga por quinze.
Isso não é arredondamento numa empresa pequena — é o custo real ficando acima do “preço por usuário” que você viu na tabela. Some os assentos que vai comprar, não as pessoas que tem, antes de comparar o monday com qualquer outra plataforma. E há duas modalidades de cobrança: a anual, que traz cerca de 18% de desconto e abre por padrão na página, e a mensal, mais cara.
Quanto custa cada plano, em Real
A página de preços do monday.com, acessada do Brasil, exibe os valores em Real — a moeda é definida pela localização de quem cria a conta. A diferença entre a cobrança anual e a mensal é grande o bastante para pesar na decisão.
| Plano | Anual (por usuário/mês) | Mensal (por usuário/mês) | Diferença |
|---|---|---|---|
| Grátis | R$ 0 — até 2 usuários | R$ 0 | — |
| Básico | R$ 50 | R$ 66 | +32% |
| Padrão | R$ 66 | R$ 77 | +17% |
| Profissional | R$ 105 | R$ 132 | +26% |
| Enterprise | Sob orçamento | ||
A leitura prática aqui é dupla. Primeira: pagar no mensal custa de 17% a 32% mais caro que no anual, dependendo do degrau — quem compara preço sem olhar a modalidade erra por quase um terço. Segunda: lembre da regra de bloco. O “R$ 66 por usuário no Padrão” de uma equipe de seis pessoas é, na prática, dez assentos pagos, porque seis não fecha um bloco. O preço por cabeça e o preço da fatura são números diferentes, e a decisão se toma sobre o segundo.
O que cada degrau libera de automação e IA
Recurso quase sempre existe nos vários planos; o que muda entre eles é a cota — e é a cota que trava a operação quando o uso cresce.
| Básico | Padrão | Profissional | |
|---|---|---|---|
| Automações | Não tem | 250 ações/mês | 25.000 ações/mês |
| Integrações | Não tem | 250 ações/mês | 25.000 ações/mês |
| Fluxos de trabalho ativos | Não tem | 3 | 20 |
| Créditos de IA por mês | 1.000 | 2.000 | 3.000 |
Três observações que a tabela comercial não deixa claras. Primeira: automação e integração são cotas separadas — no Padrão são 250 de cada, não 250 no total. Segunda: o limite de fluxos de trabalho ativos passou a valer em 10 de agosto de 2026, é por conta e vale para workflows publicados; criar quantos quiser continua liberado, manter ligados não. Terceira: os créditos de IA são consumidos por ação, e o agente consome crédito nos planos Profissional e inferiores — então a cota mínima acaba rápido em quem usa IA como hábito. A régua para não errar é a mesma de sempre: estime o consumo antes de contratar, não depois da primeira fatura fora da curva.
Qual plano serve a qual operação
Básico tira a equipe da planilha e centraliza o “quem faz o quê”, com quadros e itens ilimitados e visualizadores gratuitos para clientes e diretoria acompanharem em modo leitura. Não tem automação nem integração — toda movimentação é manual. Serve a quem só precisa de um repositório único de verdade.
Padrão é o ponto de partida que eu mais recomendo para empresa em estruturação. Entram as visualizações de Cronograma, Gantt e Calendário, o acesso para convidados que editam (não só leem), os primeiros 250 disparos de automação e o painel que cruza vários quadros. É onde a gestão deixa de ser lista e vira processo.
Profissional é para operação com processo já desenhado e automação virando infraestrutura: o salto de 250 para 25.000 ações, o controle de tempo nativo para horas faturáveis, as colunas de fórmula, os quadros privados para financeiro e RH e o gráfico de carga de trabalho que mostra quem está sobrecarregado.
Enterprise responde a exigência que vem de fora da operação — TI, jurídico, compliance: SSO, restrição de IP, log de auditoria, conformidade HIPAA e escala de automação na casa das centenas de milhares. Se ninguém na sua empresa precisa provar acesso a um auditor ou a um cliente, provavelmente não é aqui que você está.
Quando o plano grátis já basta — e quando não vale subir
Para ser justo: o grátis resolve, de verdade, três casos. Uma pessoa organizando o próprio trabalho. Duas pessoas num projeto pequeno e estável. E qualquer um que só quer entender a lógica de colunas e itens antes de decidir. Nesses casos, assinar é gastar sem ganhar.
Do outro lado, não vale subir de plano enquanto o problema for de processo, não de ferramenta. Se as tarefas hoje não têm dono nem prazo na planilha, elas não vão ganhar dono e prazo só porque mudaram de tela — o Profissional com 25.000 automações sobre um processo indefinido é um Frankenstein caro. E não vale contratar o degrau mais alto “por garantia”: cota que você não usa é fatura sem contrapartida. O plano certo é o que a sua operação de hoje consome, com folga para o ano, não o teto do catálogo.
Ferramenta não resolve problema sozinha. O custo real de uma plataforma não é a fatura mensal — é o tempo que a equipe perde tentando se achar num sistema mal configurado. Licença boa sobre processo ruim entrega caos mais rápido, com uma tela mais bonita.
O custo que não aparece na fatura
O cenário mais comum que eu vejo é a adoção impensada: a diretoria aprova o Profissional, distribui os acessos, e semanas depois a plataforma virou um aglomerado sem padrão — cada área cria quadro do seu jeito, automações conflitantes geram notificação sem parar, e a equipe, frustrada, volta para o e-mail. A fatura foi o menor dos custos; o caro foi o tempo perdido e a adoção que não aconteceu.
É por isso que, quando eu implanto, o desenho vem antes da primeira coluna: mapear o processo real, achar o gargalo e só então traduzir isso para o software, na ordem que sustenta adoção — estabelecer o hábito de atualizar, depois as automações, depois as integrações de ponta a ponta. Quando a operação precisa conversar com o que já existe — um ERP nacional, um sistema de faturamento, um banco de dados legado —, isso se resolve com uma camada de orquestração por fora, escolhida por cenário, sem prender o cliente a uma stack específica: o contrato marcado como “Assinado” no monday dispara a criação do cliente no financeiro e a mensagem de boas-vindas, sem ninguém copiando dado entre telas.
monday.com ou ClickUp?
É a dúvida mais frequente, e as duas são ferramentas de alto nível que resolvem perfis diferentes. O monday.com brilha na interface visual em formato de tabela e na facilidade de montar fluxos que lembram bancos de dados customizáveis — forte em CRM, marketing e portfólio, onde a visão macro pesa mais. O ClickUp é mais hierárquico (Espaço, Pasta, Lista, Tarefa, Subtarefa) e mais granular, com documentos integrados às tarefas — frequente em times de desenvolvimento e operações que precisam de profundidade.
Uma diferença comercial importa aqui, e ela separa o que a Audatia faz com cada plataforma. Em monday, eu atuo em serviço — consultoria, treinamento, sustentação — e a licença você contrata direto com o fabricante pelo teste gratuito. Em ClickUp, além do serviço, a Audatia é revenda nacional oficial: dá para pagar a licença em reais, com nota fiscal brasileira, sem IOF nem variação cambial, a partir de dez usuários e sob cotação. Se o seu cenário aponta para a alternativa hierárquica, dá para testar o ClickUp em paralelo — comparar os dois com um processo real seu é o que decide.
Perguntas frequentes
| Pergunta | Resposta |
|---|---|
| O monday.com é gratuito? | Sim, há um plano grátis para sempre, limitado a 2 usuários e 3 quadros, e só no produto de gestão de trabalho. |
| O que cabe no plano grátis? | 2 usuários, 3 quadros, 200 itens (mais 100 por indicação), colunas básicas e workdocs. Sem automação nem integração. |
| O que não vem no grátis? | Automação, integração, convidados, colunas avançadas e os produtos CRM, service e dev. |
| Dá para aumentar o limite de itens? | Sim, ganha-se 100 itens por indicação bem-sucedida a partir dos 200 iniciais. |
| Existe teste dos planos pagos? | Sim, 14 dias do plano Profissional ao criar a conta, sem cartão. Não há teste dos outros planos. |
| Qual o mínimo de licenças no plano pago? | Três, e os assentos sobem em múltiplos de cinco. Time de quatro paga cinco; de seis paga dez. |
| Quanto custa cada plano por mês, no anual? | Básico R$ 50, Padrão R$ 66 e Profissional R$ 105 por usuário. Enterprise sob orçamento. |
| E na cobrança mensal? | R$ 66, R$ 77 e R$ 132 por usuário — de 17% a 32% acima da anual. |
| Onde está a diferença de automação? | 250 ações por mês no Padrão contra 25.000 no Profissional, e automação e integração são cotas separadas. |
| A Audatia revende licença de monday? | Não. Em monday a Audatia faz consultoria, treinamento e sustentação; a licença é contratada direto com o fabricante. |
| Os preços estão mesmo em Real? | Sim, quando a conta é criada do Brasil. A moeda é definida pela localização de faturamento. |
| Qual plano devo assinar? | O que a sua operação de hoje consome com folga para o ano — não o teto do catálogo. O dimensionamento é feito com o seu número real de pessoas. |
Próximo passo
O plano grátis do monday.com serve para conhecer a lógica da ferramenta; a transformação de processos mora nos planos pagos, bem dimensionados. Avalie o custo não como despesa de software, mas como as horas de equipe que ele recupera — desde que a plataforma seja configurada em cima de um processo que já faz sentido.
Dois caminhos para avançar. Valide na prática: abra o teste gratuito do monday.com e monte um processo real da sua operação — não o exemplo pronto — por uma ou duas semanas. Em uma tarde você sente se a ferramenta encaixa. Apoie o desenho em quem faz o processo completo: desde 2021 a Audatia estrutura operações no monday com método, mapeando o processo antes de desenhar a primeira coluna e ligando os sistemas por uma camada de orquestração. Em monday, o meu trabalho é consultoria, treinamento e sustentação, no Método Núcleo→Escala — a licença você contrata direto com o fabricante pelo link acima. Quando a conclusão é que o grátis ainda resolve o seu caso, eu digo isso também.
Fontes
- Planos e preços da monday.com — planos e valores exibidos na moeda da localização, desconto de 18% na cobrança anual e existência do plano grátis apenas no produto de gestão de trabalho, com teste de 14 dias do Profissional.
- Understanding the Free Plan — monday.com Support — limites do plano grátis: 2 usuários, 3 quadros, 200 itens com +100 por indicação e colunas básicas.
- Plans and pricing for monday.com — Support — mínimo de três assentos e escalonamento em múltiplos de cinco.
- Automations and integrations pricing — Support — 250 ações de automação e 250 de integração por mês no Padrão, 25.000 de cada no Profissional.
- The AI workflow builder — Support — limite de fluxos de trabalho ativos por conta (3 no Padrão, 20 no Profissional) a partir de 10 de agosto de 2026.
*Preços, cotas e limites são definidos pela monday.com e mudam sem aviso; os valores em Real são exibidos conforme a localização de faturamento — confirme na página de preços antes de fechar. A Audatia não revende licença de monday.com (contratada direto com o fabricante) e atua em consultoria, treinamento e sustentação; a revenda nacional em reais aplica-se ao ClickUp, a partir de dez usuários e sob cotação.
