A Microsoft descontinuou o Viva Goals em 31 de dezembro de 2025. Não foi um aviso de fim de suporte com o software continuando a rodar: na data do desligamento, o app web e o app dentro do Microsoft Teams saíram do ar, e as integrações que sustentavam o produto — Azure DevOps, Teams e o conector de Power BI — pararam de funcionar. Sem período de carência.
Para quem geria OKRs ali, isso significou uma coisa concreta: quem não exportou os dados e migrou antes da data perdeu tanto a ferramenta quanto o histórico. A pergunta deixou de ser se migrar. Passou a ser como reestruturar a gestão estratégica sem perder maturidade operacional no caminho.
Eu acompanhei várias dessas transições, e vi os dois desfechos: a empresa que tratou o desligamento como uma corrida e a que tratou como uma oportunidade de arrumar a casa. Neste artigo eu explico por que a segunda leitura é a correta, por que planilha e solução de prateleira falham em substituir um ecossistema de metas, e como conduzo uma operação inteira para o ClickUp — preservando o que importa do histórico e evoluindo a forma como a tecnologia apoia a decisão humana.
O que aconteceu com quem ficou sem o Viva Goals
Quando a Microsoft anunciou o fim da linha, o prazo parecia distante e muita empresa postergou. O resultado, para quem não migrou de forma estruturada, foi um apagão gerencial no dia seguinte ao desligamento — e, muitas vezes, uma exportação de CSV feita às pressas na última semana, desestruturada, que ninguém mais conseguiu ler direito depois.
Mas o maior impacto não foi tecnológico. Foi cultural. Acompanhar OKRs — Objectives and Key Results — exige cadência, disciplina e confiança nos dados. Quando a ferramenta que sustentava esse ritual some, o ritual some junto, a menos que outra estrutura assuma o lugar. Os sintomas que eu mais vejo em quem improvisou:
- Descolamento entre estratégia e operação. A diretoria define metas em um documento estático, enquanto as equipes tocam seus projetos em outra plataforma. Abre-se um abismo entre o que se quer alcançar e o que está de fato sendo executado.
- Retrabalho crônico de reporte. Gestores perdem dias no fim do mês compilando dados de sistemas diferentes para montar o status dos OKRs — esforço humano que deveria ir para a análise crítica, não para a coleta manual.
- Perda de memória institucional. Ciclos inteiros de OKRs, que carregavam as lições aprendidas da companhia, ficam fragmentados em exportações soltas ou simplesmente se perdem.
Voltar para o controle manual em planilha, que foi a reação de muita gente, é o pior dos mundos: recria os silos de informação que o OKR existia para eliminar e afasta ainda mais a alta gestão da execução diária. Ferramenta nenhuma resolve problema de alinhamento sozinha — mas a ausência de ferramenta o agrava.
Que critérios usar para escolher a alternativa ao Viva Goals
Passado o susto, a pergunta certa não é “qual ferramenta copia melhor o Viva Goals”. É “qual ferramenta elimina a fricção entre a meta e o trabalho diário”. Copiar as funcionalidades antigas apenas reproduz o problema que já existia: metas em um lugar, execução em outro.
Quando eu ajudo a auditar alternativas, três critérios se repetem em toda avaliação séria:
- Conexão nativa com a camada de tarefas. O avanço de um resultado-chave deve refletir automaticamente a conclusão de projetos e tarefas pelas equipes, sem dupla digitação. Meta que depende de alguém lembrar de atualizar é meta que atrasa.
- Integração inteligente de dados. A plataforma precisa receber informação de CRM, ERP e bancos de dados para atualizar metas financeiras e métricas de cliente sem intervenção manual. O número que compõe o OKR quase nunca nasce dentro da ferramenta de metas.
- Governança e permissionamento. Definir quem vê, quem edita e quem aprova o progresso das metas, preservando a confidencialidade de estratégias sensíveis sem esconder o progresso de quem precisa se alinhar.
Por que o ClickUp atende a esses critérios
É analisando esses três pontos que o ClickUp se destaca — não como cópia do que morreu, mas como uma arquitetura diferente. O Viva Goals nasceu como módulo isolado, dependente do Teams para gerar engajamento. O ClickUp nasceu como plataforma de execução e cresceu para a gestão de portfólio e estratégia. A diferença é estrutural: no ClickUp, a meta mora no mesmo ambiente onde o trabalho acontece, através da funcionalidade nativa de Goals (Metas).
Se a sua empresa ainda lida com as consequências do fim do Viva Goals, ou já adotou às pressas uma ferramenta que não pegou, o primeiro passo pragmático é ver a solução funcionando. Vale criar uma conta gratuita no ClickUp e explorar o ambiente de metas enquanto lê as próximas seções.
Como os OKRs funcionam no ClickUp
No ClickUp, um Objetivo é um contêiner de alto nível — por exemplo, “aumentar a participação no segmento Enterprise”. Dentro dele, os Targets (Alvos) representam os resultados-chave. Cada Target pode ser de um de quatro tipos:
- Numérico: alcançar R$ 5 milhões em MRR.
- Monetário: reduzir o custo de aquisição para R$ 200.
- Verdadeiro/Falso: lançar a nova versão do aplicativo — sim ou não.
- Baseado em tarefas: concluir o épico de engenharia com 45 tarefas. À medida que a equipe move as tarefas para “concluído”, a meta avança proporcionalmente, em tempo real.
Uma distinção que muda o desenho e que vale entender antes de configurar: só o Target baseado em tarefas se atualiza sozinho. Os tipos numérico, monetário e verdadeiro/falso são atualizados manualmente — ou por integração. Essa diferença não é um defeito; é o mapa de onde você vai precisar de automação. Todo número que não nasce de uma tarefa dentro do ClickUp (receita, churn, CAC) precisa de uma ponte que o traga do sistema onde ele realmente vive.
Dashboards que dispensam a reunião de status
O ClickUp permite montar painéis executivos que reúnem, em uma tela, o progresso dos OKRs, a alocação de recursos das equipes e os relatórios de gargalo. A diretoria enxerga em tempo real, o que dissolve boa parte daquelas reuniões de atualização de status que só existem porque ninguém confia no dado disponível. Dashboard não substitui julgamento gerencial — ele devolve ao gestor o tempo que ia embora na coleta manual, para que sobre tempo de análise.
Automação aplicada com critério
Aqui eu sou categórico: automação não conserta processo ruim, apenas escala a desordem mais rápido. Usada com critério, ela remove o esforço repetitivo. Dois exemplos que costumo montar em uma gestão de metas:
- Quando um resultado-chave chega a 80%, uma notificação parabeniza a equipe no canal de comunicação do time.
- Quando o status de uma meta fica 15 dias sem atualização, o sistema cria automaticamente uma tarefa urgente para o gestor responsável fazer o check-in.
Repare no padrão: a automação reforça a disciplina do ritual de OKR, em vez de substituir o julgamento de quem conduz. É esse tipo de desenho que separa uma gestão de metas viva de um painel bonito que ninguém atualiza.
O ponto que decide tudo: de onde vem o número
Ecossistemas corporativos maduros são complexos, e é justo reconhecer isso. A sua taxa de churn — que compõe um OKR vital — provavelmente mora no sistema de cobrança ou na ferramenta de atendimento, não dentro do ClickUp. A receita mora no ERP. O funil mora no CRM. Como manter o ClickUp como fonte única de verdade sem obrigar um analista a digitar esses números toda semana?
É aqui que entra o trabalho de integração, e é a parte em que a Audatia se diferencia. Eu construo a camada de orquestração que liga os seus sistemas ao ClickUp — pontes seguras que, em horário fixo, consultam o ERP ou o CRM, calculam a métrica e atualizam o Target correspondente automaticamente. Na prática: toda sexta-feira às 18h o fluxo lê a receita da semana no seu sistema e atualiza o alvo monetário, de modo que a reunião de diretoria da segunda de manhã abra com o dado certo, sem ninguém ter passado o fim de semana consolidando planilha.
Faço isso com as plataformas de automação adequadas a cada cenário, sem prender a sua empresa a uma stack específica. O objetivo é sempre o mesmo: o número chega sozinho, no tempo certo, da fonte confiável.
Como eu conduzo a migração para o ClickUp
Muita empresa implanta ferramenta sem estratégia: compra licença, cria usuário e espera o milagre da produtividade. O resultado é sempre o mesmo — retrabalho, baixa adoção, frustração. A reestruturação da governança de metas depois do Viva Goals segue, comigo, quatro fases com critério de saída em cada uma.
Fase 1 — Diagnóstico e limpeza do histórico
Se a sua empresa exportou os dados do Viva Goals antes do desligamento, eu analiso esse inventário. Muitos “OKRs” ali eram, na verdade, tarefas operacionais disfarçadas de meta. A migração é o momento perfeito para auditar a qualidade das metas e reclassificar o que nunca foi estratégico. Migrar tudo às cegas é caro e carrega o lixo junto.
Fase 2 — Arquitetura da informação
Não uso template genérico. Desenho a hierarquia de Spaces, Folders e Lists para espelhar a estrutura real da sua organização, com um ambiente dedicado à governança estratégica: só líderes autorizados alteram os parâmetros dos OKRs, enquanto toda a empresa enxerga o progresso. Confidencialidade onde precisa, transparência onde alinha.
Fase 3 — Implantação e conexão tática
Mapeio os processos-chave de cada área e os conecto às metas. É a fase de configurar as integrações críticas — as pontes que trazem o número do ERP e do CRM — e de montar as automações de check-in, para que o próprio sistema sustente a disciplina do ritual.
Fase 4 — Capacitação voltada a processo
O treinamento que eu entrego não é um manual de onde clicar. É capacitação sobre como a equipe conduz a rotina de metas usando o ClickUp como aliado. A tecnologia tem que poupar tempo, e o colaborador precisa sentir isso — senão vira mais uma obrigação burocrática, e a adoção morre.
Vale a ressalva que faço em toda proposta: essa é a fronteira entre serviços distintos. Estruturar a operação é consultoria; capacitar a equipe é treinamento. Explico como cada um funciona em como garantir o sucesso na implantação do ClickUp.
A barreira do licenciamento no Brasil, resolvida
Um dos maiores atritos para adotar SaaS de classe mundial não é técnico, é financeiro. Comprar software estrangeiro significa fatura em dólar, variação cambial imprevisível, IOF e a engenharia contábil de conciliar uma despesa internacional sem nota fiscal brasileira.
Como revenda nacional oficial do ClickUp, a Audatia resolve isso: você contrata em reais, com nota fiscal de serviço emitida no Brasil, e a exposição cambial do ciclo deixa de ser problema seu. Contratações corporativas ainda abrem condições que o autosserviço do site não oferece. Detalho todo o processo — mínimo de licenças, o que a compra inclui e como trazer uma conta que já roda no cartão — em comprar ClickUp com a Audatia.
O que considerar antes de migrar de uma ferramenta descontinuada
Descontinuação cria urgência, e urgência é péssima conselheira na escolha de plataforma. Cinco perguntas antes de decidir:
| Pergunta | Por que ela decide |
|---|---|
| O que exatamente eu preciso levar? | Quase sempre é menos do que parece. Migrar tudo é o caminho mais caro. |
| O histórico precisa vir junto? | Histórico costuma ser o item mais caro da migração e o menos consultado depois. |
| Qual a data real do desligamento? | Define se dá para escolher com calma ou não. No caso do Viva Goals, já passou — não há mais o que aguardar. |
| Quem vai operar depois? | Ferramenta escolhida por quem não vai usar é ferramenta abandonada. |
| O processo continua o mesmo? | Migrar é a única chance barata de corrigir o que já não funcionava. |
A última é a mais desperdiçada. A migração é o raro momento em que a equipe já está disposta a mudar o jeito de trabalhar. Reproduzir o desenho antigo na ferramenta nova joga fora essa janela — e leva junto os problemas que motivaram a troca.
Como comparar alternativas sem virar refém do prazo
| Critério | Como testar em uma semana |
|---|---|
| Cobre o que você realmente usa hoje | Liste os 5 usos reais e reproduza os 5. Ignore o resto do catálogo. |
| A equipe opera sem treino longo | Peça a duas pessoas que registrem trabalho real por 5 dias. |
| O dado sai de lá se você quiser | Teste a exportação antes de entrar, não depois. |
| O custo cresce de forma previsível | Verifique se a cobrança é por assento ou por consumo. |
| Existe quem responda pelo ambiente depois | Defina o dono interno antes da migração, não depois. |
Ferramenta escolhida sob prazo apertado costuma ser escolhida por quem decide, não por quem opera — e a conta chega na adoção. Uma semana de teste com trabalho real vale mais do que qualquer comparativo de funcionalidades, este inclusive.
Perguntas frequentes
| Pergunta | Resposta curta |
|---|---|
| O Viva Goals foi mesmo descontinuado? | Sim, pela Microsoft, em 31 de dezembro de 2025. |
| O que aconteceu na data? | Os apps web e do Teams saíram do ar e as integrações pararam, sem período de carência. |
| Ainda dá para recuperar os dados de lá? | Só se foram exportados antes do desligamento. Depois da data, o acesso acabou. |
| Qual o sintoma de quem improvisou? | Meta em documento parado, enquanto a equipe executa em outra plataforma. |
| O que uma boa alternativa precisa ter? | Que o avanço do resultado-chave venha da conclusão do projeto, não de digitação. |
| De onde o número precisa vir? | De CRM e ERP, por integração, e não de planilha refeita todo mês. |
| Quais tipos de meta o ClickUp tem? | Numérica, monetária, verdadeiro/falso e baseada em tarefas — esta última se atualiza sozinha. |
| E o controle de acesso? | Define-se quem visualiza, quem edita e quem aprova o progresso de cada meta. |
| Como o número chega do sistema legado? | Por uma camada de integração que consulta a fonte em horário fixo e atualiza a meta. |
| Dá para pagar em reais, com nota fiscal? | Sim, contratando pela revenda nacional da Audatia. |
| Por onde começar a migração? | Por um ciclo só, com poucas metas, ligadas ao trabalho que já está registrado. |
Próximo passo
O fim do Viva Goals não precisa ser lembrado como uma crise. Pode ser o empurrão que forçou a sua empresa a tratar gestão de metas com a maturidade que ela sempre exigiu. Dados centralizados, reporte automático e uma diretoria que decide com número de hoje, não com suposição do mês passado — esse é o ganho real, e ele estava disponível antes mesmo do desligamento.
Para retomar o controle dos OKRs, eu sugiro dois passos complementares:
- Valide na prática. Não decida por apresentação comercial. Crie sua conta no ClickUp, traga uma meta corporativa real para dentro e observe a mecânica de acompanhamento funcionando. Começar pequeno, por um ciclo só, é o caminho mais seguro.
- Conte com apoio especializado. A diferença entre o sucesso e o abandono da ferramenta está no suporte de implantação. A Audatia trabalha com essas plataformas desde 2021 e entrega o pacote inteiro: orientação estratégica para reestruturar os OKRs, a integração que traz o número dos seus sistemas, o treinamento das equipes e a revenda das licenças em reais com nota fiscal.
Não deixe a troca de ferramenta ditar o ritmo do seu crescimento. Fale com a Audatia e vamos desenhar juntos o mapa da sua evolução operacional.
Fontes
- Microsoft Learn: documentação oficial de aposentadoria do Viva Goals (data de desligamento em 31 de dezembro de 2025, fim das integrações Azure DevOps, Teams e Power BI, ausência de período de carência, opções de exportação de dados).
- Central de ajuda do ClickUp: “Create a Goal” (tipos de Target — numérico, monetário, verdadeiro/falso e baseado em tarefas — e atualização automática do Target de tarefas).
*Recursos e condições comerciais do ClickUp reproduzem a estrutura da plataforma na data da última atualização desta página. São condição do fabricante e podem mudar sem aviso.


